A discussão sobre modelos de gestão costuma surgir quando um negócio cresce, enfrenta gargalos ou percebe que decisões importantes passam a depender mais de improviso do que de método. Não é coincidência.
Modelos de gestão existem justamente para dar forma ao caos cotidiano, organizar escolhas e criar um padrão de atuação que sustente resultados ao longo do tempo. Sem esse norte, a operação até anda, mas tropeça com frequência.
Ao longo deste texto, você vai entender o que são modelos de gestão, quais são os principais adotados pelas empresas, por que a escolha impacta diretamente a produtividade e, por fim, como identificar o modelo mais adequado para cada realidade.
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O que são modelos de gestão?
Modelos de gestão são estruturas conceituais que orientam a forma como uma empresa organiza processos, conduz pessoas e define estratégias. Funcionam como um mapa. Não executam o trabalho, mas indicam caminhos, prioridades e critérios para tomada de decisão.
Na prática, um modelo de gestão estabelece respostas para perguntas centrais: quem decide o quê, como metas são definidas, quais indicadores importam, de que forma equipes se comunicam e como conflitos são resolvidos.
Quando essas respostas ficam difusas, a empresa passa a operar no modo reativo. Cada problema vira uma exceção. Cada decisão exige esforço excessivo.
Empresas adotam modelos de gestão porque o crescimento cobra coerência.
Quanto maior a estrutura, maior a necessidade de alinhamento. Além disso, um modelo bem definido reduz ruído interno e cria previsibilidade. Isso significa clareza.
Vale destacar um ponto importante: modelo de gestão não é sinônimo de ferramenta. OKRs, por exemplo, são um método dentro de um modelo mais amplo.
Confundir esses conceitos costuma gerar frustração, pois a empresa aplica técnicas isoladas sem ajustar a lógica de gestão como um todo.
Quais são os principais modelos de gestão?
Existem diversos modelos de gestão, cada um com foco específico e aplicabilidade distinta. A escolha depende do contexto, do momento do negócio e da maturidade do time. A seguir, os mais conhecidos e utilizados.
Gestão por resultados
Esse modelo concentra esforços no alcance de metas claras e mensuráveis. O desempenho passa a ser avaliado com base em indicadores objetivos.
O foco sai do processo em si e se desloca para o impacto gerado. Funciona bem em ambientes que exigem alta performance e clareza de objetivos, desde que metas façam sentido e não incentivem comportamentos oportunistas.
Gestão ágil
Inspirada no desenvolvimento de software, a gestão ágil valoriza ciclos curtos, feedback constante e adaptação rápida. Decisões acontecem com base em aprendizado contínuo.
É comum em empresas de tecnologia, mas já se espalhou para outras áreas. Em contextos muito hierárquicos, encontra resistência. Em mercados instáveis, ganha força.
Gestão participativa
Nesse modelo, colaboradores participam ativamente das decisões. Ideias circulam com mais liberdade e a liderança assume papel de facilitadora.
O engajamento costuma aumentar, assim como o senso de pertencimento. Contudo, sem critérios claros, o processo pode se tornar lento. Participação exige método.
Gestão horizontal
Aqui, a hierarquia tradicional perde espaço. As equipes ganham autonomia e as decisões se aproximam da execução. O modelo favorece inovação e velocidade, porém exige maturidade emocional e clareza de responsabilidades. Sem isso, conflitos se acumulam.
Lean Management
O Lean busca eliminar desperdícios e maximizar valor para o cliente. Processos passam por análise constante. Tudo que não gera valor direto entra em revisão.
O modelo nasceu na indústria, mas hoje alcança serviços, saúde e tecnologia. Disciplina e padronização sustentam esse formato.
Na gestão de um restaurante ou delivery, esse modelo pode ser bem útil. Afinal, ajuda a eliminar desperdícios na produção dos alimentos de modo a simplificar os preços e melhorar a lucratividade.
Six Sigma
Com foco em qualidade e redução de variações, o Six Sigma trabalha com dados e estatística. Erros viram objeto de estudo, não de punição. É comum em ambientes industriais e operações complexas. Requer capacitação técnica e cultura orientada a dados.
Gestão por competências
Nesse modelo, o desenvolvimento das pessoas ganha protagonismo. A empresa mapeia competências técnicas e comportamentais essenciais para sua estratégia.
A partir disso, orienta recrutamento, avaliação e capacitação. Esse método funciona bem quando há clareza estratégica e investimento em pessoas.
OKRs (Objectives and Key Results)
Mais do que uma ferramenta, os OKRs expressam uma lógica de gestão orientada por objetivos ambiciosos e resultados-chave mensuráveis. Promovem foco, alinhamento e transparência. Contudo, sem disciplina e acompanhamento, viram apenas um ritual burocrático.
Qual é a importância de escolher um modelo de gestão?
A escolha de um modelo de gestão influencia diretamente a produtividade, a qualidade das decisões e o clima organizacional.
Um modelo mal escolhido gera atrito.
Imagine uma empresa pequena, com equipe júnior, tentando operar sob uma gestão totalmente horizontal. A autonomia vira insegurança. O resultado aparece na queda de produtividade.
O inverso também ocorre. Estruturas rígidas sufocam times criativos.
Além disso, o modelo define como decisões são tomadas. Em ambientes de alta incerteza, decisões lentas custam caro. Já em setores regulados, o improviso traz risco. O modelo certo equilibra velocidade e controle.
A cultura organizacional também entra nesse jogo. Modelos de gestão moldam comportamentos. Valorizam competição ou colaboração. Premiam inovação ou conformidade. Ignorar esse impacto costuma gerar desalinhamento entre discurso e prática.
Por fim, a eficiência operacional depende da coerência entre estratégia e modelo. Estratégias ambiciosas pedem estruturas compatíveis. Caso contrário, a execução falha, mesmo com bons profissionais.
Como escolher o melhor modelo de gestão para uma empresa?
Não existe modelo universal. O melhor modelo é aquele que conversa com a realidade do negócio. Alguns critérios ajudam nessa escolha.
O porte da empresa importa. Organizações pequenas ganham mais com modelos simples, diretos e flexíveis. À medida que crescem, surge a necessidade de maior formalização. Isso não significa engessar, mas estruturar.
A maturidade do time também pesa. Equipes experientes lidam melhor com autonomia e decisões descentralizadas. Times em formação pedem mais orientação e processos claros.
A complexidade dos processos entra como fator decisivo. Operações críticas, com alto risco ou dependência técnica, exigem controle e padronização. Já negócios criativos pedem espaço para experimentação.
As metas do negócio fecham o diagnóstico. Crescimento acelerado, eficiência operacional, inovação ou estabilidade exigem abordagens distintas. Um modelo alinhado às metas reduz desperdício de energia.
Vale lembrar: escolher um modelo não impede ajustes. Afinal, modelos evoluem. O erro está em copiar fórmulas sem leitura crítica do contexto.
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