Plant-based: conheça o futuro da alimentação

Plant-based: entenda agora por que ela é considerada a alimentação do futuro e saiba diferenciá-la de outros tipos de ingredientes!

A ideia de consumir alimentos com sabores e nutrientes em sua forma mais pura e saudável, retirados diretamente da natureza, tem seu apelo. Essa premissa é o que norteia o conceito de plant-based, que prega uma dieta totalmente focada no consumo de alimentos vegetais e integrais.

Além de trazer alternativas saudáveis e versáteis, capazes de render diversas receitas inovadoras, essa tendência representa uma oportunidade para comércios alimentícios expandirem o cardápio e atingir um público maior. Pode ser, também, uma ideia norteadora para quem deseja abrir um estabelecimento especializado em um nicho.

Entenda o que é o plant-based e por que você deve ficar de olho nessa tendência!

O que significa plant-based?

Importando do inglês, o termo plant-based pode ser traduzido como “à base de plantas”. Isso já dá uma pista importante para entender o que é a plant-based diet, ou dieta baseada em plantas: uma alimentação voltada para o consumo de alimentos orgânicos, principalmente de origem vegetal.

Embora originalmente o conceito apontasse para uma dieta composta exclusivamente por alimentos vegetais integrais e naturais, a concepção atual é um pouco mais ampla, embora muitas pessoas ainda se atenham à ideia inicial.

O termo ganhou popularidade nos últimos anos e foi adotado pela indústria de alimentos, que o associa a uma vida saudável. Na disseminação dessa tendência, comerciantes passaram a usar plant-based para se referir a qualquer produto alimentício desenvolvido à base de vegetais.

Alguns dos alimentos que compõem a dieta são:

  • leguminosas, como feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja;
  • grãos integrais, como arroz integral, trigo em grãos e milho;
  • tubérculos, como mandioquinha, batata-doce e inhame;
  • hortaliças, frutas, legumes e verduras;
  • chás de ervas;
  • leites vegetais — sem açúcar;
  • sucos naturais, também sem açúcar e sem coar;
  • café sem cafeína.

Origem do termo

O termo plant-based foi cunhado por Thomas Colin Campbell, um bioquímico estadunidense de uma universidade renomada, na década de 1980.

O pesquisador desenvolveu essa nomenclatura para definir uma dieta que tivesse baixo teor de gordura e uma grande quantidade de fibras vegetais. Isso garantiria uma vida mais saudável e livre de alimentos ultraprocessados.

Então, a concepção original de alimentação plant-based se concentra exclusivamente nos benefícios para a saúde ao incluir mais alimentos vegetais e evitar os produtos de origem animal.

No entanto, Campbell buscava dissociar esse conceito das ideias políticas associadas ao veganismo — e, às vezes, ao vegetarianismo. A escolha por alimentos plant-based, então, seria uma opção pessoal pautada simplesmente pela busca por bem-estar e saúde.

Qual a diferença entre produtos veganos e plant-based?

Há duas vertentes principais no veganismo: o pragmático e o abolicionista. O primeiro aceita o consumo de produtos desenvolvidos por grandes empresas (as multinacionais), desde que eles não envolvam nenhum tipo de sofrimento ou exploração animal na produção. Já o veganismo abolicionista é mais restrito: os adeptos se opõem a produtos criados por grandes empresas, como comidas industrializadas.

Esse é um ponto que aproxima o veganismo abolicionista do movimento plant-based, mas o grande diferencial é a forte presença de um posicionamento político no veganismo — tanto no abolicionista como no pragmático.

A vertente pragmática, apesar de se posicionar politicamente contra o sofrimento animal e a exploração nociva da natureza em geral, admite o consumo de produtos industrializados. Mas, na dieta plant-based, há uma rejeição a esses alimentos — que não é norteada por motivações políticas, e sim por questões de saúde.

O objetivo é fazer refeições que contenham ingredientes frescos ou minimamente processados. Ou seja, quem busca uma alimentação plant-based valoriza o consumo de comida saudável.

Outra diferença significativa entre os conceitos é que o plant-based se baseia na escolha por uma alimentação vegetal, mas não necessariamente na proibição do consumo de carne. O veganismo, por sua vez, se opõe totalmente a esse consumo.

Plant-based e vegetarianismo

Algumas pessoas podem, ainda, confundir o vegetarianismo com o veganismo ou a dieta plant-based. No entanto, o vegetarianismo implica em não consumir carne, enquanto o veganismo estende isso a todo e qualquer produto de origem animal. Já o modelo plant-based, como mencionado, não necessariamente proíbe o consumo de carne.

Além disso, o vegetarianismo pode ter motivações políticas, embora isso seja mais forte no veganismo — o que não se aplica ao movimento plant-based.

Por que o plant-based é considerado a alimentação do futuro?

Uma matéria da Época Negócios mostra que o planeta já comporta 8 bilhões de pessoas, e esse número pode chegar aos 10 bilhões na metade do século. Atualmente, quase 1 bilhão desses habitantes passam fome. Alimentar todos os nativos desse planeta é um desafio — nesse sentido, o plant-based se destaca como uma alternativa sustentável.

Afinal, a mudança para preservar o meio ambiente e garantir alimentação para todo o mundo passa por mudanças de hábito. Estas envolvem o que as pessoas colocam em seus pratos e, também, a forma como a comida é produzida.

Nesse sentido, há um estudo revelador conduzido pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), coordenado pela instituição The Good Food Institute (GFI) e apoiado por 11 empresas do setor de alimentos. A pesquisa, de 2020, apontou que a queda no consumo de carne é uma tendência no Brasil.

Foi constatado, também, que 39% dos brasileiros já substituíam, ao menos três vezes por semana, a carne por alimentos de origem vegetal.

Além disso, a projeção da instituição conhecida como PlantPlus é de que o mercado global de plant-based movimente cerca de 25,5 bilhões de dólares em 2030.

Portanto, além de ser uma tendência que contribui para a saúde das pessoas, o mercado plant-based é uma excelente oportunidade de lucro para proprietários de comércios alimentícios e outros integrantes da indústria de alimentos.

O papel da tecnologia

Outra boa notícia para profissionais do ramo é que a tecnologia surge como uma aliada importante na tomada de decisões mais saudáveis. Ela ajuda, também, a proporcionar um cardápio mais variado de dietas inteligentes.

A reportagem da Época Negócios menciona uma pesquisa realizada pela Intel, agência de inteligência de mercado. Segundo tal pesquisa, todos poderão construir sua dieta e seu estilo de vida com a ajuda de soluções digitais.

Isso será feito por meio do compartilhamento de dados pessoais em dispositivos móveis que utilizem o ecossistema tecnológico conhecido como Internet das Coisas. A partir desse compartilhamento, os usuários receberão listas de compras, receitas e refeições personalizadas, com temperos e texturas definidos pelos clientes.

Esse ainda é um terreno incipiente, no entanto, já que os comércios alimentícios terão que investir em sistemas de produção mais ágeis e um food service mais robusto. Porém, os negócios já podem se movimentar a partir de agora, desenvolvendo cardápios cada vez mais conforme o modelo plant-based.

A alimentação plant-based, baseada em alimentos integrais e retirados diretamente da natureza, é uma alternativa saudável — que não precisa deixar de ser saborosa. Ela é ideal para quem deseja reduzir o consumo de carne, desenvolver hábitos mais saudáveis e contribuir para a preservação do meio ambiente, e, para quem atua no comércio alimentício, vale a pena ficar de olho nessa tendência.

O veganismo é outra tendência crescente, e vale apena contemplar, no cardápio do seu estabelecimento, o público adepto desse estilo de vida. Então, descubra já como desenvolver um cardápio vegano!

Por iFood

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