Quebra de caixa: entenda o conceito e como lidar

Entenda o que é a quebra de caixa e por que ela acontece. Além disso, saiba como calcular a quebra de caixa!

Lidar com dinheiro diariamente no caixa do estabelecimento é uma responsabilidade que exige precisão e atenção. Mas você já ouviu falar sobre a “quebra de caixa”? Essa gratificação é uma forma de reconhecer o esforço e a dedicação dos profissionais que atuam nessa função.

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A ausência de conhecimento sobre a quebra de caixa pode levar a mal-entendidos e até mesmo a conflitos trabalhistas. Além disso, não oferecer essa bonificação pode desmotivar os funcionários, afetando a eficiência e a precisão nas transações diárias.

Continue a leitura para entender melhor o conceito de quebra de caixa!

O que é quebra de caixa?

A quebra de caixa é um valor extra pago aos colaboradores que manuseiam dinheiro diariamente. Assim, trata-se de uma espécie de recompensa dedicada aos profissionais do caixa. O objetivo é proporcionar um incentivo financeiro para que os operadores se dediquem à função e desempenhem o trabalho do dia a dia com eficiência.

A quebra de caixa também funciona como uma bonificação adicional pelos riscos em lidar com o dinheiro — e como uma forma de compensar possíveis prejuízos sofridos no exercício da função.

Vale lembrar que os funcionários de caixa, e todos que precisam manusear dinheiro diariamente, cumprem diversas funções. Cabe a eles cuidar dos pagamentos que entram, repassar o troco e navegar por diferentes formas de pagamento, por exemplo. Por isso, um incentivo a mais para colaboradores que cuidam de uma função crucial é importante para motivar essas pessoas.

Lidar com dinheiro exige agilidade e concentração extras. Nesse sentido, o valor de quebra de caixa também corresponde a possíveis erros que podem ser cometidos naquela correria do dia a dia de um empreendimento.

Por que a quebra de caixa acontece?

A quebra de caixa é uma gratificação, um valor extra pago aos profissionais que lidam com o dinheiro no dia a dia, como o caixa do seu negócio. Ela também surge como uma forma de reparar injustiças, ocasionadas pela natureza do trabalho.

Um exemplo: pela agilidade exigida dos caixas, muitas vezes, eles podem errar em alguns cálculos, como na hora de repassar troco aos clientes. Quando isso é identificado pelos gestores, pode ocorrer um desconto no salário.

Aí, a quebra de caixa também é uma forma de reparar possíveis atritos entre os profissionais e a empresa. Ela serve para compensar descontos que possam ser efetuados no salário dos trabalhadores, realizados quando são constatadas diferenças no fechamento do caixa.

A quebra de caixa, nesse caso, funciona tanto como um incentivo para que o trabalho feito seja o melhor possível como uma forma de reparar possíveis injustiças relacionadas à peculiaridade da função.

Prevenção e controle

A quebra de caixa é um incentivo e uma iniciativa de proteção ao operador de caixa em relação a possíveis diferenças no faturamento que podem acabar exigindo descontos no salário.

Do mesmo modo, se a gratificação não for uma tradição mensal, o colaborador pode não receber nada se as contas da empresa baterem com suas expectativas de receita.

Qualquer pessoa pode cometer erros na hora de fechar o caixa. Contudo, caso esses erros sejam recorrentes e resultem em perdas significativas, esse padrão pode comprometer a saúde financeira do negócio.

No pior das hipóteses, os gestores do empreendimento podem ter que pedir crédito extra em outras fontes para complementar as necessidades financeiras do negócio. Aí, terão que arcar com taxas altas de juros de empréstimos.

Dicas práticas para prevenção e controle

Portanto, tão importante quanto incentivar os colaboradores com gratificações é adotar uma série de práticas financeiras que reforcem o controle financeiro. Nesse sentido, algumas dicas para evitar possíveis rombos podem ajudar:

  • padronize os procedimentos de caixa. Todo mundo que for responsável pelo manuseio de dinheiro e fechamento de caixa deve seguir os mesmos processos, da mesma forma. Isso evita erros comuns e garante que todos estejam alinhados;
  • compare o saldo final dos caixas com as vendas registradas. Essa atividade é de praxe, mas é essencial investigar a origem de possíveis diferenças;
  • registre as entradas e saídas de dinheiro, inclusive vales-desconto, cheques devolvidos, entre outros. Essas informações ajudam a mapear eventuais erros;
  • preste atenção à emissão de notas fiscais. É importante que elas estejam sempre em ordem para evitar problemas como notas denegadas e rejeitadas (e não registradas);
  • registre os pagamentos e os recebimentos. Assim, será mais fácil identificar erros comuns, como pagamentos duplicados ou que nem entraram na conta do estabelecimento.

Como fazer o cálculo da quebra de caixa?

Não há uma fórmula exata, já que essa gratificação não é obrigatória. No entanto, os gestores podem definir critérios para fazer uma distribuição justa do incentivo. O importante é que o valor seja significativo em relação ao salário-base.

Exemplo prático

Caso os colaboradores recebam R$ 2.000, por exemplo, uma gratificação de R$ 300 é um bom estímulo para que eles cumpram suas funções. Além disso, a empresa pode adotar o Precedente Normativo definido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Essa resolução informa que, no caso de a organização seguir o Precedente e optar por uma porcentagem fixa de 10% da quebra, essa gratificação deve ser calculada em cima do salário. Então, no exemplo anterior, cada operador de caixa teria direito a R$ 200 de bonificação.

Consequências legais e éticas

A quebra de caixa não é um artigo ou instrumento previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Desse modo, ela não é uma obrigação legal por si só, com a aplicação ocorrendo geralmente por meio de acordo direto ou convenção coletiva.

Contudo, o tema já foi abordado por uma Súmula do TST, que estabeleceu que a quebra de caixa tem natureza salarial, o que significa que ela integra os vencimentos do prestador de serviço, para todos os efeitos legais.

Portanto, se o pagamento da bonificação é regular, ela é interpretada juridicamente como parte do salário. Logo, se a empresa só fornece essa gratificação em casos específicos, ela não será parte integrante dos vencimentos e não será uma tradição mensal.

Para se proteger juridicamente, os estabelecimentos que pagam a quebra de caixa de forma regular devem incluir esse pagamento extra no cálculo da rescisão contratual. É possível encontrar um exemplo jurídico no qual essa exigência fez diferença na sentença final.

A quebra de caixa é uma bonificação com diversas funções: servir como incentivo financeiro para que operadores realizem suas funções com empenho, assim como proporcionar um pagamento adicional relacionado aos riscos de se lidar diariamente com o dinheiro. Considere esse pagamento extra aos seus caixas.

Continue lendo sobre outros aspectos que influenciam o setor financeiro do seu negócio. Conheça o fluxo de caixa e a sua importância!

Por iFood

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2 respostas

    1. Oi Fabio. Não identificamos nenhuma instabilidade por aqui! Poderia nos explicar melhor o que está acontecendo?

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