O que é coleta seletiva e como fazer?

Você sabe como adotar a coleta seletiva no seu estabelecimento? Descubra aqui e conheça as vantagens!

A coleta seletiva prolonga a vida útil de alguns itens, por meio da reciclagem, e garante o descarte correto de outros. Isso impede que o lixo produzido se torne um risco para o meio ambiente, e é fundamental ter consciência dessa responsabilidade — além de exercê-la.

Com a correria da cozinha e dos processos administrativos, é fácil um estabelecimento deixar de lado a adoção de uma política adequada para o descarte do lixo. Mas a coleta seletiva envolve práticas simples e acessíveis, que podem ser incorporadas à rotina.

Entenda mais sobre o tema e saiba como adotar essa prática!

O que é coleta seletiva e para que serve?

A coleta seletiva é um conjunto de práticas sustentáveis que otimizam os procedimentos de destinação do lixo.

Os materiais recicláveis, como metais, vidros, plásticos e papéis, passam a ser destinados às cooperativas de catadores para um processamento adequado. Já os resíduos orgânicos, como restos de alimentos, frutas e verduras, são destinados aos procedimentos de compostagem para se transformar em adubo.

Os rejeitos, no entanto, são itens que não podem ser reciclados nem compostados. Eles devem ser encaminhados para o aterro sanitário.

Além de contribuir para o reaproveitamento de materiais e a economia de recursos naturais, a coleta seletiva é um instrumento de suma importância para evitar impactos ambientais negativos. Exemplos desses impactos são a contaminação do solo, a poluição da água e o excesso de lixo nos aterros sanitários.

O plástico, em particular, é um grande vilão para a vida marinha. Há alguns anos, infelizmente, uma baleia foi encontrada morta com cerca de 40 quilos de plástico no estômago. Esse caso foi emblemático por explicitar como o descarte inadequado de lixo maltrata os animais e a natureza, em geral.

Gestão, prefeitura e coleta seletiva

Uma verdadeira gestão 360º se preocupa com todos os ângulos das atividades comerciais. Portanto, o que acontece com o lixo produzido não pode ficar de fora.

A primeira parte da coleta seletiva fica a cargo das empresas e da população, já que o lixo precisa ser descartado corretamente para que os funcionários designados façam a coleta adequada. Mas, infelizmente, nem todas as prefeituras adotam a prática.

A boa notícia é que existem instituições privadas que atuam nesse sentido. Então, caso seu município não conte com esse serviço público, informe-se sobre outras possibilidades.

Como é a coleta seletiva de estabelecimentos alimentícios?

A coleta seletiva do óleo de cozinha é um exemplo da aplicação em comércios alimentícios. Práticas como despejá-los, após o uso, no ralo da pia ou em bueiros resultam em danos severos ao meio ambiente.

De acordo com dados recentes da Sanepar, cerca de R$ 318 mil são gastos mensalmente em procedimentos relacionados à desobstrução e limpeza para remover a gordura da rede, nas estações de saneamento e no tratamento de esgoto.

Então, para além dos prejuízos ambientais, essas práticas exigem o investimento de um dinheiro público que, caso houvesse maior conscientização e preocupação em relação ao tema, não seria necessário.

Em sua aplicação mais básica, no entanto, a coleta seletiva nos estabelecimentos alimentícios exige apenas a separação e o descarte adequado dos resíduos. Por isso, uma das principais responsabilidades da sua empresa nesse sentido é a de realizar o descarte seletivo.

Entenda como fazer

Em relação ao óleo, seu estabelecimento pode encontrar empresas parceiras para transformar o óleo utilizado em biodiesel, por exemplo. Esse combustível é renovável e não fóssil, e seu uso contribui para a preservação do meio ambiente.

No descarte de resíduos, é fundamental separá-los em sólidos recicláveis, resíduos orgânicos e rejeitos, bem como sinalizá-los adequadamente. Assim, os materiais recicláveis e orgânicos podem ganhar uma nova utilidade — em vez de poluir o meio ambiente —, enquanto os últimos podem ser destinados corretamente aos aterros sanitários.

Outra etapa para o descarte correto do lixo é encontrar um destino adequado para ele. Entre em contato com pontos de coleta seletiva, que podem ser mantidos por prefeituras ou por empresas privadas, como mencionado.

Como é feita a coleta de lixo reciclável na prática?

O processo de coleta seletiva pode variar de empresa para empresa, mas algumas práticas são comuns. Confira as principais.

Separação por tipo de material

A coleta seletiva leva esse nome devido à seleção e separação do lixo em categorias. Um exemplo é a divisão em:

  • papéis e papelões;
  • plásticos;
  • óleos;
  • vidros;
  • metais;
  • materiais orgânicos.

Alguns tipos de vidro não podem ser reciclados, mas podem ser transformados em mosaicos ou repassados para profissionais que trabalham com esse material e darão a ele uma nova finalidade.

Uma lixeira para cada tipo de resíduo

Os itens recicláveis são, também, identificados por um código de cores. O intuito disso é facilitar as etapas de separação e coleta, e existe o seguinte padrão:

  • azul para papéis e papelões;
  • verde para vidros;
  • vermelho para plásticos;
  • amarelo para metais;
  • marrom para materiais orgânicos.

Não há cor padronizada para o descarte de óleo de cozinha. No entanto, o uso da cor correta nos demais casos já é de grande ajuda.

Limpeza de cada item

A contaminação dos itens separados com outros resíduos pode prejudicar a destinação adequada ou o bem-estar dos trabalhadores de limpeza urbana, além de favorecer maus odores e a proliferação de insetos e pragas.

Por isso, é essencial higienizar adequadamente os descartes. Um exemplo é o ato de lavar latas e recipientes plásticos. Às vezes, é ideal deixar as embalagens de molho por um tempo, para desprender a sujeira. Embalagens de grãos e outros itens secos, no entanto, não precisam ser lavadas.

É importante, ainda, checar se há gordura em embalagens de papelão, como caixas de pizza. Caso elas estejam engorduradas ou sujas de molho, por exemplo, retire a parte limpa e separe-a para reciclagem. Descarte a parte suja no lixo não reciclável.

Atenção: papel higiênico e guardanapos, após o uso, são classificados como rejeitos, e não como recicláveis. Então, não podem ser misturados aos itens da lixeira azul!

Qual a importância da coleta seletiva para uma empresa?

Como você já sabe, adotar a coleta seletiva é de grande importância para o meio ambiente, que deve ser uma preocupação de toda a sociedade — incluindo sua empresa. Estabelecimentos que trabalham com cozinha sustentável, em particular, têm uma responsabilidade ainda maior nesse sentido.

No entanto, existem aspectos benéficos para os negócios que atuam dessa forma. Os clientes têm se tornado cada vez mais seletivos em relação à postura socioambiental das empresas — uma pesquisa da Union + Webster apontou que 87% dos consumidores brasileiros preferem consumir de empresas sustentáveis.

Ter uma postura sustentável, portanto, conta pontos positivos para a imagem do seu estabelecimento e atrai pessoas que valorizam essa responsabilidade. A iniciativa, então, funciona como um chamariz.

Além disso, o descarte adequado do lixo garante uma higiene melhor para os arredores — por exemplo, evitando que as pessoas percebam um odor desagradável ao passar pelos fundos do estabelecimento.

Acessível também para pequenas empresas, a coleta seletiva é uma prática de gestão empresarial que beneficia não apenas o estabelecimento, mas todo o planeta. Lembre-se: empreender não pode estar dissociado de responsabilidade socioambiental!

Existem outras iniciativas sustentáveis interessantes para o ramo alimentício. Aproveite a visita para conhecer melhor as embalagens sustentáveis!

Por iFood

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