Psicologia dos preços: o que é e como usar no meu negócio?

Como você precifica os seus produtos? Neste post, ensinamos tudo sobre o conceito da psicologia dos preços. Saiba mais!

Você já ouviu falar em psicologia dos preços? Trata-se de uma estratégia que pode ajudar o seu estabelecimento a atrair mais clientes e, claro, a aumentar as vendas no dia a dia. 

Para se ter uma ideia sobre a importância desse tema, a pesquisa Galunion Insights nos mostra que um “preço justo” é o terceiro critério de escolha de um restaurante (ou mercado), ficando atrás apenas de comida gostosa e higiene. Por isso, além de fazer uma precificação equilibrada, você pode utilizar gatilhos para ser mais atrativo aos consumidores.

Quer saber mais e como usar isso em seu estabelecimento? Então, boa leitura!

O que é e como funciona a psicologia dos preços? 

A psicologia de preços se refere a uma estratégia usada para gerar a percepção de custo-benefício mais positiva ao cliente por meio da precificação. Ou seja, ela é usada para convencer o consumidor de que o valor exposto naquele produto ou serviço é mais vantajoso para ele.

Você já percebeu que existem algumas estratégias de preços ou até mesmo colocou algumas táticas em ação no seu negócio. Na prática, elas visam a atrair a atenção do público com valores mais atrativos, do tipo R$ 9,99 em vez de R$ 10. 

No entanto, por que os preços não são arredondados? De fato, o preço é praticamente o mesmo, mas, no subconsciente de quem vê esse tipo de oferta, há a impressão de que valores “quebrados” são mais vantajosos, incentivando os pedidos. 

Resumidamente, essa “jogada” estratégica de percepção de benefício para os clientes é o que se define como psicologia dos preços. Mas não pense que isso é simplesmente uma tática comercial ou um diferencial competitivo.

Na verdade, a psicologia do preço se trata de uma área de estudo. Dessa forma, ela busca compreender como os consumidores percebem e reagem aos preços dos produtos e dos serviços

Em outras palavras, ela é baseada na ideia de que o comportamento dos clientes em relação aos preços é influenciado por fatores psicológicos e emocionais. Além disso, existem, claro, os fatores racionais envolvidos nessa técnica, como a qualidade e a utilidade do produto de forma geral. 

Como usá-la para vender mais? 

O exemplo de valores “quebrados” costuma ser o mais comum quando falamos de psicologia dos preços. Mas há também muitas outras formas e estratégias a serem usadas dentro desse conceito de “preço psicológico”.

Sendo assim, entre as principais técnicas, além da já destacada, confira outros exemplos!

Preços de referência

Os preços de referência são uma estratégia comum da psicologia para vender. Ou seja, são aqueles preços que os clientes usam como um ponto de comparação para avaliar se o valor de um item é justo.

Por exemplo: imagine que um produto custa R$ 200. Na prática, o valor seja caro ou barato, dependendo do preço de itens similares ou do valor que os consumidores estão acostumados a pagar por pedidos desse tipo. 

Ofertas limitadas

As ofertas com tempo ou quantidade limitados são uma excelente estratégia de psicologia de preços. Estamos falando, por exemplo, de situações do tipo “Apenas hoje!” ou “Somente 50 unidades disponíveis!”, que podem criar um senso de urgência e escassez nos clientes, incentivando o pedido imediato.

Preços psicológicos

Dentro da psicologia dos preços, há também a estratégia de “preços psicológicos”. Apesar de os preços “quebrados” serem considerados exemplos de sucesso, certos valores podem parecer “bonitos” ou “redondos” para os clientes.

É o caso de R$ 100, um valor que pode ser mais atraente do que os quebrados, como R$ 99,99. Isso ocorre porque os consumidores tendem a simplificar o processo de tomada de decisão, usando informações que são mais facilmente processadas.

Preços de aniversário

Os chamados preços de aniversário são bem comuns no mercado. Em geral, são aqueles que terminam com o número “9”, como R$ 49,99 ou R$ 99,99.

Essa técnica é usada para criar a ideia de que o item está em promoção. Esses valores são aplicados pelos estabelecimentos para influenciar o comportamento dos consumidores e aumentar as chances de haver um pedido. 

No entanto, é importante lembrar que a ética é fundamental na utilização dessas técnicas. Os preços devem ser justos e transparentes. Portanto, não devem induzir os clientes ao erro ou à tomada de decisões que possam prejudicá-los. 

Os preços terminados em “7” também são uma tendência dessa estratégia? 

Além dos preços terminados em “9”, há exemplos daqueles que finalizam com o “7”. Essa também é considerada uma tendência dentro do conceito da psicologia dos preços nos últimos anos. 

A teoria por trás dessa técnica é de que os clientes tendem a processar os valores de maneira subconsciente. Assim, há uma divisão em duas partes — o número inteiro (no caso, 9 ou 19) e a parte decimal (no caso, 0,97). 

Desse jeito, o número inteiro é utilizado como uma referência para comparar os preços com outros itens. Já a parte decimal é percebida como uma pequena diferença que não influencia significativamente a decisão. 

Ou seja, ao utilizar preços terminados em “7”, o negócio consegue reduzir o preço do item e gerar a percepção de que está oferecendo um valor mais justo. O melhor é que tudo isso ocorre sem prejudicar expressivamente a margem de lucro do estabelecimento.

Como chamar atenção com os preços no universo da alimentação? 

Entendeu bem a importância da estratégia de precificação utilizando a psicologia dos preços? Então, dê uma olhadinha nas dicas a seguir!

Utilize preços justos

Como mencionado, os preços terminados em “7” são considerados “preços justos”. Assim, os valores podem ser mais atraentes para os clientes.

Quer um exemplo? É simples! Um item que custa R$ 5,97 pode parecer mais atrativo do que outro que custa R$ 6 ou mesmo R$ 5,99. No entanto, há um ponto importante a ser lembrado: os preços devem ser justos e adequados ao valor do pedido.

Crie combos ou ofertas

Ofereça combos ou ofertas que incluem vários itens por um preço reduzido. Isso pode criar a percepção de que os consumidores estão economizando dinheiro e incentivar o pedido.

Quer um exemplo prático? Um combo composto por hambúrguer, batata frita e refrigerante pode parecer mais atraente do que a compra de cada item separadamente.

Ou um combo fechado de bebidas não alcóolicas, também é possível um combo de itens com validade próxima, por exemplo.

Use preços de referência

Os preços de referência também são frequentemente aplicados na psicologia dos preços. Nesse caso, os valores podem ser usados para criar a percepção de que pedir um item é um “bom negócio”.

Por exemplo: imagine que um sanduíche custa R$ 10. Assim, destacar que o item é “50% mais barato do que os oferecidos pela concorrência” pode torná-lo mais atraente para os clientes.

Aposte em ofertas limitadas

Como dito, as ofertas com tempo ou quantidade limitados podem gerar um senso de urgência e escassez nos clientes. Acredite: na prática, isso incentiva o imediatismo do pedido.

Um bom exemplo é oferecer um bônus ou um brinde para os primeiros 50 clientes que pedirem um determinado item do cardápio. Isso pode estimular as pessoas a agirem mais rapidamente. 

Em resumo, essas são algumas dicas-chave e informações úteis sobre a psicologia dos preços. Como bem vimos, tal estratégia pode ajudar o seu negócio a aumentar o seu caixa a partir da implementação de uma precificação mais competitiva e, ao mesmo tempo, mais justa para os clientes. 

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Por iFood

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