Golpes com Pix: como se prevenir?

Quais são os golpes com pix que têm sido praticados? Quais são as melhores dicas para evitá-los? Leia o post para descobrir.

Pagamentos feitos pela internet são efetuados de maneira muito mais prática e rápida do que do modo convencional. Contudo, essas facilidades também podem oferecer riscos aos usuários. Uma das fraudes mais recentes envolve o golpe Pix.

Existem diversas modalidades de golpes sendo realizados por meio desse pagamento instantâneo, com criminosos se aproveitando da facilidade de transferir o dinheiro por meio do smartphone. Gestores de comércios alimentícios, que também compram matérias-primas e alimentos via Pix, precisam tomar cuidado redobrado.

Continue a leitura para entender mais sobre os golpes com Pix e saiba como se prevenir!

O que é o golpe do Pix?

Existem diversas modalidades de golpes no Pix. Como esse meio de pagamento foi rapidamente adotado por grande parte dos brasileiros, os criminosos também passaram a explorar as oportunidades de cometer fraudes.

Um gestor pode receber uma mensagem de um suposto fornecedor, por exemplo, com o anúncio de “condições especiais”. Ao clicar ali, ele pode acabar enviando um código para que o criminoso faça o login no WhatsApp do empreendedor, expondo os seus dados e a sua lista de contatos.

Quais os tipos de golpes do Pix?

O golpe do WhatsApp clonado é apenas uma modalidade das fraudes de Pix, cometidas com comerciantes no Brasil. Confira outras.

Golpe do falso recibo

Um negócio que ofereça a possibilidade de pagamento via Pix precisa ter certeza de que o valor do pedido foi pago, antes de enviar o produto. Assim, os proprietários pedem um recibo da operação para confirmar os pedidos.

Nesse golpe, os criminosos forjam recibos que apresentam dados como conta bancária, destinatário e até a chave do sistema de pagamento — e tudo aparenta ser legítimo. Contudo, ao checar a conta, o proprietário nota que o dinheiro nunca foi transferido, ainda que o pedido tenha sido entregue.

Para evitar cair nesse golpe, é importante checar se o dinheiro realmente caiu na conta antes de solicitar que o entregador saia com o pedido, por exemplo.

Golpe do falso leilão

É comum que gestores precisem comprar insumos para que sua operação funcione. Assim, boas condições de compra estão sempre no radar desses profissionais. O problema é quando eles caem no golpe do falso leilão.

Nessa modalidade, os golpistas desenvolvem páginas falsas de leilão de mercadorias, anunciando valores bem abaixo daqueles praticados no mercado. Depois, eles pedem que o pagamento seja feito via Pix.

Por isso, desconfie de supostos fornecedores que apelam para um senso de urgência para fechar o negócio. Pesquise a reputação da empresa na internet e não faça transações sem ter certeza da procedência dos leiloeiros.

Golpe de engenharia social com WhatsApp

Infelizmente, o golpe do WhatsApp clonado não é o único realizado no aplicativo. Também há uma fraude que se utiliza da engenharia social, isto é, na manipulação de informações sem o uso de força bruta.

Nesse golpe, o criminoso pode se passar por um fornecedor ou cliente, ao escolher fotos em redes sociais e descobrir números de celulares dessa pessoa. Com um novo número de celular, ele passa a mandar mensagens para possíveis vítimas.

Por isso, desconfie de supostos fornecedores ou clientes que solicitam uma transferência antecipada de dinheiro, alegando que o número foi trocado recentemente. Uma dica é tentar fazer uma videochamada ou ligar para o número anterior dessa pessoa.

Golpe do Pix errado

Aqui, o criminoso também inventa um comprovante de transferência via Pix, simulando o layout de algum banco. Depois, ele envia para a vítima, por meio de e-mail ou de WhatsApp.

Um dono de comércio, por exemplo, que lida com muitos pagamentos, pode receber uma mensagem assim e se perguntar o motivo do recebimento. Aí, o criminoso conta uma história sobre como errou de destinatário ao realizar o Pix e pede para que você retorne os valores — que você nunca recebeu.

Golpe do falso funcionário de banco

Essa fraude pode se desenrolar de duas formas: na primeira, um suposto funcionário de uma instituição financeira entra em contato com você. Em seguida, ele oferece ajuda para que a sua chave Pix seja cadastrada. No meio desse teste, ele pede informações cadastrais, como login e senha.

Na segunda versão desse golpe, o criminoso novamente se passa por um funcionário de banco e argumenta que enviará um link para a instalação de um aplicativo que solucionará um possível problema.

Ao clicar no link, você instala um malware (software maligno que rouba dados) e expõe todas as informações do celular ao fraudador.

Como evitar golpes do Pix?

Em caso de leilões, ou naquelas situações em que você se sente tentado a comprar de uma empresa que ainda não conhece, peça e confira o CNPJ da empresa. Nunca faça transações em páginas que não tenham o cadeado de segurança no navegador e evite fazer Pix para contas de pessoas físicas.

Outros cuidados relevantes são:

  • verifique se o remetente da mensagem é confiável. Caso seja alguém com quem nunca interagiu, não faça o Pix imediatamente;
  • não baixe aplicativos suspeitos, fora das lojas oficiais do Android e da iOS;
  • não clique em qualquer link que receba por meio das redes sociais e WhatsApp;
  • não compartilhe dados sigilosos em canais não oficiais;
  • cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais das instituições, como no aplicativo. Nada de repassar os dados se receber uma ligação de alguém dizendo ser funcionário do banco;
  • monitore periodicamente o seu CPF para não ser vítima de fraude. Uma dica é consultá-lo no site do Serasa, para confirmar se não há nenhuma pendência em seu nome.

Como o empreendedor pode se proteger?

Para se proteger, o empreendedor deve encerrar imediatamente ligações de pessoas que se apresentam como funcionários de banco. Depois, ligue para a própria instituição financeira e confirme se houve um contato direto da empresa.

Outra dica importante é evitar utilizar um Wi-Fi público para realizar transferências via Pix. Comerciantes instalados em áreas movimentadas e cheias de lojas, como shoppings, podem se conectar em um Wi-Fi aberto, mesmo sem querer.

Por isso, antes de fazer uma transferência, verifique se você está conectado em uma conta de segurança. Tome muito cuidado com os comprovantes de pagamento dos pedidos, enviados via WhatsApp. Verifique se o dinheiro realmente caiu na conta; e desconfie de mensagens como: “Está carregando, já vai chegar aí”.

O golpe do Pix é multifacetado: os criminosos encontram formas bastante criativas de fraudar as transferências e exigir dinheiro. Proprietários de comércios alimentícios, que lidam com fornecedores e diversos pagamentos, têm que se proteger para evitar o prejuízo financeiro.

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Por iFood

Por iFood

2 respostas

  1. O golpe do falso recibo ou do pix errado é muito comum e prejudica muito os pequenos empreendedores que, para fugir dos custos das “maquininhas”, optam por deixar cartazes com QRCode e a chave Pix.

    A confirmação da autenticidade do recibo pode ser feita, de forma simples e gratuita, utilizando geradores de QRCode dinâmicos que contenham, além da chave pix, o valor da transação e um Identificador de Transação gerado com sistema de serialização segura.

    Este artigo trata do tema:
    https://dotter.com.br/serializacao-segura

    Há vários exemplos de geradores de qrcode dinâmicos no mercado:

    https://blog.nubank.com.br/pix-qr-code-estatico-dinamico/

    https://www.google.com/amp/s/blog.asaas.com/qr-code-estatico-e-dinamico/amp/

    https://dotter.com.br/pix

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