Como funcionam os juros de empréstimo para o empreendedor?

Continue a leitura para entender como funcionam os juros de empréstimo para pequeno empreendedor!

Para abrir ou otimizar o seu estabelecimento, muitos empreendedores pensam em recorrer às instituições financeiras. Tanto os bancos privados quanto os públicos oferecem opções para quem precisa de um capital de giro extra, mas é preciso prestar muita atenção aos juros do empréstimo.

Algumas dúvidas que essas operações de empréstimo despertam têm a ver com as taxas cobradas, que podem ser muito altas para um pequeno empreendedor. Por isso, é importante se informar para não comprometer o orçamento com uma dívida.

Continue a leitura para entender como funcionam os juros de empréstimo para pequeno empreendedor!

O que influencia a taxa de juros?

Primeiro, é importante abordar sobre a taxa Selic, uma das taxas mais importantes da economia brasileira. Ela influencia todas as cobranças de juros praticadas no país, já que é um instrumento do Banco Central brasileiro para servir de parâmetro para as taxas cobradas.

Assim, a Selic influencia as taxas de juros de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras diversas, como investimentos. Quando a economia do país vai bem, os preços tendem a subir, ocasionando a inflação, já que há mais dinheiro circulando no mercado.

Assim, o Banco Central eleva a Selic para combater essa inflação. O efeito colateral é que a taxa serve como parâmetro para outras, então os juros ficam mais altos — o que torna mais caro tomar crédito. Isso serve tanto para consumidores quanto para empresas.

A taxa Selic estava em 13,75% até cair para 13,25% em agosto de 2023 — o que ainda é um número considerado alto. Por isso, pequenos e médios empreendedores relutam em solicitar empréstimos e ter que arcar com uma cobrança elevada.

A taxa de juros para empréstimos de empreendedores é diferente?

Por lei específica, não. No entanto, os empreendedores têm juros menores ao pegar empréstimo em nome de empresa, como mostra uma reportagem do Poder 360. O curioso é que a maioria dos pequenos negócios brasileiros que solicitaram algum tipo de empréstimo em 2022 fizeram isso como pessoa física.

Ainda de acordo com especialistas citados pela reportagem, pegar crédito enquanto pessoa jurídica é geralmente mais vantajoso. Qualquer negócio que tenha um CNPJ, como MEIs e microempresas, podem buscar condições melhores.

As taxas de juros nos empréstimos como PJ tendem a ser mais baixas para os empreendedores porque as empresas costumam ter mais a oferecer em garantias. Um negócio que tenha um espaço físico próprio e equipamentos, por exemplo, será mais bem-visto pelas instituições financeiras.

Outra razão que explica os motivos pelos quais as alíquotas tendem a ser menores para empresas é que o dinheiro recebido costuma ser utilizado para investimentos — e não para pagar dívidas. Nesse contexto, a instituição financeira sabe que terá mais chances de receber a quantia emprestada de volta.

O próprio Banco Central mostra que as taxas são menos pesadas para empreendedores, em relação às pessoas físicas. Dados de junho de 2023, citados pela matéria, mostram que a média para PJs era de 23,1% ao ano. Já para as pessoas físicas, o número é quase o triplo: 59,1%.

Quais fatores geram maior impacto na taxa?

A taxa de juros cobrada por cada instituição financeira brasileira tem a Selic como base. No entanto, isso não significa que o valor é o mesmo: assim, uma Selic de 13,25% não resulta, necessariamente, em uma cobrança igual por parte de quem está emprestando o dinheiro.

Instituições financeiras, como os bancos, praticam taxas superiores. Basta notar que, no dia que a Selic caiu para 13,25%, a cobrança média para as empresas ainda ficava na casa dos 20%. De qualquer modo, a redução da taxa do Banco Central implicou em uma queda para as cobranças, que chegaram a ser de 23,1% ao ano dois meses antes.

Nesse contexto, a queda na Selic é uma boa notícia para empreendedores, uma vez que esse processo costuma baratear as taxas dos empréstimos. Trata-se do fator que gera o maior impacto nas cobranças.

Não é totalmente impossível conseguir taxas de juros menores do que a da Selic, embora seja mais difícil. Para isso, os empreendedores devem ter um faturamento muito alto e uma boa relação com as instituições financeiras — algo que é inviável para pequenos e médios empreendedores.

Além dos empréstimos, uma queda expressiva na Selic também faz com que investidores assumam mais riscos e busquem negócios promissores para alocar o seu dinheiro. Afinal, com a queda na taxa básica de juros do país, as aplicações em títulos de renda fixa, por exemplo, rendem menos.

Nessa situação, um empreendimento alimentício que queira crescer e esteja buscando capital, pode tentar atrair um investidor-anjo, que poderá aplicar o seu dinheiro em novos negócios.

Como conseguir negociar boas taxas em empréstimos?

Não há uma forma específica para aqueles que querem conseguir empréstimo com juros baixos. Uma medida que favorece qualquer empreendimento a obter crédito em condições favoráveis é ter um histórico de credibilidade junto aos fornecedores e investidores.

Trata-se, portanto, de ter uma fama de bom pagador. Quando a instituição conferir que o seu negócio honra as dívidas contraídas, a tendência é de que ela tenha mais confiança para conceder o empréstimo, uma vez que o seu empreendimento tem um histórico de quitar parcelas.

Logo, ter esse bom histórico é uma ótima forma de conseguir capital de giro para micro e pequenas empresas. Contudo, antes de sair contraindo dívidas, é possível avaliar com atenção a real necessidade de recursos financeiros para o negócio.

Além disso, é necessário analisar as características de cada proposta de crédito, como os prazos, o valor das parcelas e, principalmente, o valor das taxas de juros cobrado pela instituição.

Antes de pegar o empréstimo e investir no seu negócio, uma boa dica é fazer simulações de como ficarão os valores de cada parcela, buscando entender como calcular juros de empréstimo. Seja realista e compare aquele valor com o faturamento médio do seu empreendimento, para ter a certeza de que você poderá pagar a dívida.

Microcrédito Produtivo Orientado

Além de buscar dinheiro junto às instituições financeiras privadas, os empreendedores podem procurar por programas governamentais para conseguir mais capital. Um exemplo de iniciativa nesse sentido é o Microcrédito Produtivo Orientado, ou MPO.

Trata-se de uma linha de crédito dedicada tanto a pequenos empreendedores quanto empresários informais, que ainda não têm um CNPJ. Nesse sentido, é uma boa opção tanto para quem já tem um negócio, como um empreendimento alimentício, quanto para profissionais autônomos que querem iniciar um.

Os valores captados do empréstimo devem ser investidos na abertura, na manutenção ou na melhoria do estabelecimento. Outra regra determina que o dinheiro recebido será acompanhado de orientação técnica por agentes escolhidos pelas instituições que ofertam o crédito. Um dos atrativos do MPO é a baixa taxa de juros, que só chega até a 4% ao mês.

Pronampe

Outro programa governamental para ajudar pequenos negócios é o Pronampe. Inclusive, a própria sigla faz menção a esse público, já que o nome completo da iniciativa é Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

MEIs, microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) podem se inscrever. O prazo vai até 31 de dezembro de 2024 e o valor máximo de empréstimo é de R$ 150 mil por cada CNPJ. A taxa de juros é vinculada à Selic, acrescida de mais 6%. O prazo para começar a pagar é de 11 meses.

Para ter acesso, o empreendedor (ou empresa) precisa estar em dia com a lei e cumprir outras regras, como a manutenção do mesmo número de empregados por até 60 dias até a tomada do empréstimo.

Diversos bancos oferecem suas próprias condições tanto para o Pronampe quanto para o MPO, então é importante consultar cada uma das opções.

Como você acompanhou ao longo do post, os programas são mais uma forma que empreendedores têm de arrecadar um capital extra para investir no negócio, assim como as opções das instituições privadas. Entretanto, lembre-se de que é preciso ter cuidado com a taxa de juros do empréstimo.

Aproveite e saiba mais sobre os aspectos específicos da economia brasileira e saiba como ela influencia o dia a dia dos empreendedores!

Por iFood

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