Guia completo sobre custo direto, indireto, fixo e variável!

Qual a diferença entre custo direto e indireto? E entre custos fixos e variáveis? Saiba neste post!

Custo direto, indireto, fixo e variável — entender todas essas categorias é fundamental para uma boa administração, e esses custos são necessários para a manutenção das atividades desempenhadas. Eles estão presentes em diversos setores de uma empresa, e é importante garantir que o retorno financeiro seja sempre superior.

Esses custos estão presentes desde os investimentos para a abertura do comércio e são necessários para a produção, a realização de serviços e ações de marketing. Eles podem ser divididos em diferentes categorias conforme sua natureza, e classificá-los corretamente pode evitar grandes problemas financeiros.

Continue a leitura e entenda os principais tipos de custos envolvidos na administração de um negócio!

Qual a diferença entre custo e despesa?

Custo é todo tipo de gasto com que uma empresa arca em função de sua produtividade. Ou seja, todo investimento que se relaciona à produção ou prestação de serviços em um negócio — mesmo que indiretamente.

Comumente, os termos “custo” e “despesa” são usados como sinônimos. Mas, em sua essência, as despesas seriam referentes aos custos que não têm vínculo direto com a atividade principal da empresa — ou seja, seu conceito seria mais próximo da ideia de custo indireto, conceito que será abordado mais adiante.

As despesas, portanto, estão ligadas às atividades e recursos de apoio para manter o funcionamento da empresa, o que inclui questões administrativas. Já o termo “custos” pode ser usado de forma mais técnica, dentro da perspectiva da gestão financeira. Nesse sentido, ele envolve uma divisão em diferentes categorias.

Quais os principais tipos de custos?

Como você já sabe, os custos são divididos tecnicamente em diretos e indiretos e em fixos e variáveis, e entender essas categorizações é importante para a gestão de restaurantes, bares e outros estabelecimentos. Confira, a seguir, cada um desses conceitos.

Custo direto

O custo direto é o mais fácil de definir. O nome se refere ao fato de ser um gasto relacionado diretamente ao produto ou serviço final, sem a necessidade de fazer rateio (ou seja, divisão proporcional de custos a partir de estimativas).

Alguns exemplos de custo direto importantes para um estabelecimento do ramo alimentar são:

Naturalmente, o cálculo dessa categoria de custos está ligado à contabilidade do tempo de trabalho que cada colaborador dedica e do consumo de materiais.

Para calcular os custos diretos, o gestor deve somar esses e outros investimentos que têm vínculo estreito com a atividade principal da empresa e dividir pela quantidade de produção durante o período analisado.

Custo indireto

Os custos indiretos geram dúvidas, pois não são tão fáceis de identificar como os diretos. Eles são aqueles que não têm relação direta com o foco das atividades da empresa, mas que, ainda assim, são importantes para o seu funcionamento.

Alguns custos indiretos comuns envolvem o pagamento de água, Internet e energia elétrica para o funcionamento do estabelecimento e a produção dos itens. Para calculá-los, é necessário utilizar o método de rateio (uma divisão proporcional dos gastos a partir de estimativas).

Primeiramente, é preciso definir um valor aproximado para fazer o cálculo de produção de cada item. Por exemplo, é possível incluir o valor total gasto com as contas de um pizzaria em um mês e dividi-lo por cada pizza pedida nesse período (bem como outros itens, a exemplo de bebidas para acompanhar), de forma proporcional.

Custo fixo

O custo fixo é um gasto mensal, frequente e que não depende da quantidade de vendas realizadas no mês. Mas tenha em mente que a recorrência de um tipo de custo não faz com que ele seja, automaticamente, um custo fixo — o valor precisa ser fixo.

Por exemplo, os salários dos colaboradores em regime de CLT e o valor do aluguel do ponto físico da loja (se for o caso) são custos fixos, já que são recorrentes e normalmente não apresentam variação mensal.

Se uma lanchonete delivery que produz em um espaço alugado fizer mil entregas em um mês e, no próximo, fizer apenas 500, os custos com salários dos colaboradores em regime tradicional e o valor do aluguel serão os mesmos em ambos os meses, já que não dependem da quantidade de vendas.

Custo variável

Ainda usando o exemplo anterior: se a mesma lanchonete contar com pessoas entregadoras que ganhem proporcionalmente às entregas realizadas, a remuneração dessas pessoas será diferente no segundo mês em relação ao primeiro, já que no mês anterior houve o dobro de entregas. O uso de equipamentos elétricos (como um liquidificador) também será diferente, o que vai refletir na conta de energia.

Esses aspectos representam, portanto, custos variáveis. Essa categoria é composta por gastos que mudam de acordo com a quantidade de vendas de serviços e produtos. Alguns exemplos disso são:

  • matéria-prima;
  • impostos;
  • embalagens;
  • taxas de cartão de crédito.

Ou seja, o custo variável está diretamente ligado ao valor e ao número de vendas do empreendimento. Se essas vendas aumentam, os custos variáveis aumentam proporcionalmente. Por outro lado, se as vendas diminuem, eles ficam menores também.

Para calcular os custos variáveis, primeiramente é necessário definir quais custos pertencem à categoria. Em seguida, devem ser somados todos os gastos de determinado período, e o valor resultante deve ser dividido pelo volume de produção.

Quais são os métodos de custeio?

O custeio é o procedimento que visa apurar os custos de uma empresa, e vale a pena saber a respeito de dois métodos principais: variável e por absorção.

O método de custeio variável tem destaque no comércio, o que inclui o setor alimentar. Ele consiste em avaliar a quantidade de matéria-prima usada para produzir os itens comercializados, considerando apenas os custos variáveis e diretos.

No método variável, calcula-se a quantidade de matéria-prima essencial para produzir cada item e o custo dela para chegar ao valor necessário para investir em cada produto.

De cálculo um tanto mais complexo, o método de custeio por absorção considera todos os custos da produção, tanto diretos como indiretos e tanto fixos como variáveis. Além disso, ele leva em conta somente os itens vendidos, sem considerar os que ainda não foram.

Como definir os custos dos itens?

Para que você consiga fazer uma gestão empresarial eficiente, é importante entender como funciona o cálculo dos custos do produto na prática.

O CMV, ou Custo das Mercadorias Vendidas, é fundamental nisso. Ele aponta o andamentos dos custos do seu estabelecimento, bem como eventuais problemas. Caso o custo de mercadoria comece a ficar muito alto, você deve ter atenção a alguns pontos:

  • se há desperdício na cozinha;
  • se os insumos comprados estão com o preço alto;
  • se existe algum desvio de mercadorias no estoque.

Um CMV muito baixo também pode indicar problemas, como o uso de matéria-prima de baixa qualidade. Seja qual for o resultado, o uso desse indicador pode contribuir para o ajuste do preço de venda, assegurando lucro para seu estabelecimento.

Dominar os conceitos de custo direto, indireto, variável e fixo é importante para administrar a parte financeira do seu negócio corretamente. Por isso, é essencial que empreendedores e gestores se debrucem sobre esses temas e classifiquem os custos cuidadosamente.

Para aprimorar ainda mais sua gestão, entenda o que é e como construir o planejamento estratégico do seu negócio!

Por iFood

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