13 passos fundamentais sobre como abrir uma empresa

Confira 13 passos fundamentais sobre como abrir uma empresa de acordo com especialista e comece sua jornada empreendedora!
30 Min
13 passos fundamentais sobre como abrir uma empresa

Abrir um negócio é o sonho de muitas pessoas. Acontece que toda a burocracia envolvendo o processo de abertura e legalização pode parecer desafiadora e complexa, gerando uma dúvida muito comum: como abrir empresa?

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Mas saiba que, com o conhecimento adequado e os passos corretos, é possível abrir o próprio negócio e se destacar no mercado sem grandes dificuldades.

Continue a leitura e veja 13 passos de como começar uma empresa de forma simples de acordo com a nossa especialista Taíne Hoffman!

1. Conheça o nicho de mercado

Para iniciar um negócio, primeiro, é fundamental escolher e estudar o nicho de mercado em que você pretende atuar. Isso vai permitir que direcione seus esforços de maneira mais efetiva e atenda às necessidades específicas do seu público-alvo.

Taíne Hoffmann, especialista em Administração de Empresas, explica que para identificar um bom nicho é preciso aplicar uma série de estratégias e pesquisas de mercado. Segundo ela, devemos considerar fatores como:

  • escolha do público-alvo para quem você pretende vender e compreensão das características desse grupo de consumidores;
  • definição de um produto ou serviço e dos diferenciais que pode entregar trabalhando com ele;
  • análise SWOT de mercado, que permite identificar oportunidades de negócio, forças da empresa, fraquezas e oportunidades;
  • avaliação da concorrência direta e indireta para revelar lacunas no mercado que podem ser exploradas pelo seu negócio;
  • pesquisa de potenciais clientes para descobrir quais representam seu público ideal;
  • acompanhamento de tendências do mercado para chegar antes dos concorrentes.

“Ao combinar essas estratégias, você pode identificar um nicho de mercado específico que seja viável e lucrativo para o negócio. É importante lembrar que um nicho de mercado bem definido permite uma abordagem mais focada e personalizada, aumentando as chances de sucesso do empreendimento”, explica Taíne.

2. Defina o tipo de empresa

Existem diversos tipos de empresa para você escolher antes de abrir seu próprio negócio. Segundo a pesquisa Galunion, 72% dos entrevistados têm negócios independentes com até 3 lojas, mas muitos também apostam em franquias, sendo 10% do total.

No seu caso, como deseja abrir o próprio negócio, as opções mais interessantes são:

  • MEI (Microempreendedor Individual);
  • ME (Microempresa);
  • EPP (Empresas de Pequeno Porte).

O MEI é a forma mais simples de registro empresarial, oferecendo benefícios como a simplificação do pagamento de impostos. Além disso, são muitas as atividades que se enquadram nessa categoria. Segundo o Sebrae:

“São aproximadamente 500 atividades, incluindo não somente profissionais de serviços, mas também de comércio e indústria, que podem se constituir legalmente como Microempreendedor Individual (MEI). Essas atividades estão relacionadas nas Atividades Permitidas para o MEI, no Portal do Empreendedor do Governo Federal.”

Outra opção vantajosa é a Microempresa (ME), que permite mais de um sócio e possibilita a emissão de notas fiscais a qualquer hora. Já a EPP é voltada para estabelecimentos com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões por ano. Nesses tipos de empresa, é possível usufruir do Simples Nacional, que oferece uma carga tributária simplificada e reduzida em relação a outros regimes fiscais.

3. Entenda quanto custa para abrir uma empresa

Uma das etapas mais importantes é entender quanto custa para abrir uma empresa. Segundo Taíne, “os investimentos iniciais dependem muito do tipo de empresa que você está abrindo. Como MEI, por exemplo, não há custo nenhum para fazer a formalização, mas em outros modelos, sim”.

Taíne ainda esclarece que você vai encontrar custos gerais para:

  • formalizar a empresa;
  • registrar a sua marca;
  • tirar os alvarás e as licenças necessárias (dependendo do negócio);
  • contratar um serviço contábil que acompanhe o negócio desde o princípio;
  • investir nos itens necessários para começar a atividade (móveis, equipamentos, estoque, divulgação etc.);
  • instalar a empresa, seja em um escritório em casa ou em uma sala comercial alugada, por exemplo;
  • montar um capital de giro que possibilite uma gestão financeira tranquila nos primeiros meses.

Sendo assim, podemos dividir os custos em 3 grupos diferentes:

  • pré-operacionais: despesas antes da abertura do negócio, como pesquisa de mercado, elaboração do plano de negócios, registro da empresa e consultorias jurídicas e contábeis;
  • operacionais: custos recorrentes na rotina da empresa, como aluguel de espaço, salários dos funcionários, marketing e publicidade e despesas com suprimentos;
  • registro e legalização: taxa de registro, honorários advocatícios e contábeis, licenciamento e alvarás, taxas de publicação, patente, registro de marca, entre outros.

Vale ressaltar que esses custos variam de forma significativa conforme o tipo de negócio, a localização, o tamanho da operação e outras variáveis específicas de cada setor. Por isso, Taíne faz uma recomendação:

“É crucial fazer um planejamento financeiro detalhado e realista antes de iniciar a empresa para garantir que todos os custos sejam considerados e que haja capital suficiente para sustentar o negócio durante a fase inicial”.

4. Separe os documentos necessários para abrir uma empresa

Separar os documentos necessários é uma etapa fundamental do passo a passo para abertura de empresa. Isso porque eles comprovam a legalidade do negócio e garantem que esteja conforme as leis e regulamentos vigentes.

Além disso, a apresentação dos documentos transmite transparência e confiança aos clientes, fornecedores e parceiros de negócios. Eles demonstram que o estabelecimento está operando de acordo com as normas legais e contribuem para estabelecer uma reputação sólida e confiável.

Para dar entrada no processo de abertura de empresa, você deverá juntar os documentos pessoais dos sócios, do próprio estabelecimento e os exigidos pelos órgãos tributários. A lista varia de acordo com o tipo de empresa e pode incluir:

  • Registro Geral (RG);
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  • comprovante de residência;
  • certidão de nascimento ou certidão de casamento;
  • última declaração do Imposto de Renda (IR);
  • Contrato Social ou Requerimento de Empresário Individual;
  • Estatuto Social;
  • CNPJ;
  • certidões negativas de débitos;
  • Ficha de Cadastro Nacional (FCN);
  • Inscrição municipal e inscrição estadual;
  • licenças e autorizações específicas;
  • alvará de funcionamento.

5. Determine o regime tributário

regime tributário estabelece como os impostos serão calculados e pagos pela empresa, além das obrigações fiscais a serem cumpridas. Existem diferentes tipos:

  • Simples Nacional;
  • Lucro Presumido;
  • Lucro Real.

Simples Nacional é um regime simplificado de tributação destinado a micro e pequenas empresas. Ele engloba diversos impostos em uma única guia de pagamento, facilitando o cumprimento das obrigações fiscais

No Lucro Presumido, a base de cálculo dos impostos é estimada a partir de uma margem de lucro presumida definida por lei para cada atividade econômica. Esse regime é indicado para empresas com margens de lucro mais altas que desejam ter um maior controle sobre a tributação.

O Lucro Real é o regime tributário que utiliza como base de cálculo dos impostos o lucro líquido real obtido pela empresa. É obrigatório para negócios com receita bruta anual acima de R$ 78 milhões.

6. Registre sua atividade (CNAE)

Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é um sistema que classifica as atividades econômicas de acordo com sua natureza e permite a padronização para fins de registro e tributação. Essa classificação é crucial para garantir que você consiga vender seus produtos e tenha a melhor tributação para sua operação.

Para registrar sua atividade, você precisará escolher o código CNAE que corresponda à principal atividade econômica exercida pela sua empresa. Esse código será utilizado em diversos documentos, como inscrição cadastral, alvará de funcionamento e declarações fiscais.

É importante lembrar que a escolha incorreta ou a omissão do registro do CNAE pode acarretar problemas legais e fiscais no futuro. Por isso, é recomendado consultar um contador ou profissional especializado para assegurar a correta identificação e registro da atividade econômica do seu estabelecimento.

7. Solicite o alvará de funcionamento

alvará de funcionamento é essencial para a formalização de empresas. Esse é um documento emitido pela prefeitura ou órgão municipal responsável, que autoriza o estabelecimento a iniciar suas atividades comerciais. Ele é essencial para comprovar que o empreendimento está em conformidade com as normas e regulamentações locais.

Antes de solicitar o alvará de funcionamento, é importante verificar as exigências específicas da sua cidade ou região. Cada localidade tem regras e regulamentações distintas, que podem incluir restrições de uso do imóvel, requisitos de segurança, adequação às normas sanitárias, entre outras questões.

Para solicitar o alvará, será necessário apresentar uma série de documentos. As exigências variam, mas geralmente incluem:

  • escritura do imóvel ou contrato de locação;
  • comprovante de pagamento do IPTU;
  • planta ou croqui do estabelecimento;
  • documentos pessoais dos responsáveis;
  • licenças específicas para determinadas atividades (como é o caso para estabelecimentos alimentícios);
  • comprovantes de regularidade junto a órgãos municipais, estaduais e federais.

É importante ressaltar que a obtenção do alvará de funcionamento é uma etapa obrigatória. Operar sem o alvará adequado pode resultar em penalidades e impedimentos legais. Dessa forma, você precisa se certificar de cumprir todas as exigências e seguir o processo de solicitação conforme as regulamentações locais.

8. Registre-se na junta comercial

Junta Comercial é o órgão responsável pelo registro, legalização, fiscalização e regulamentação de empresas. A sua principal função é registrar e arquivar os atos desses estabelecimentos, como constituição, alteração e extinção.

A Junta Comercial também tem o dever de fazer a análise e aprovação de documentos e contratos, a emissão de certidões e a manutenção de um cadastro de empresas que operam no país.

Ou seja, falamos de um órgão fundamental para seguir com os procedimentos para iniciar um negócio, considerando a devida formalização e legalização. Afinal, isso contribui para o desenvolvimento da economia e a segurança jurídica nas relações comerciais.

Para cadastrar um negócio na Junta Comercial, é preciso seguir as seguintes etapas:

  • verifique se o nome empresarial que você pretende utilizar já está disponível para registro. Para isso, é possível acessar o site da Junta Comercial do seu estado e fazer uma pesquisa prévia de nome; 
  • escolha o tipo societário que melhor se enquadra no seu negócio; 
  • elabore o contrato social da empresa;
  • reúna a documentação necessária para o registro da empresa, conforme o tipo societário escolhido;
  • dê entrada no processo para protocolar o pedido de registro da empresa na junta comercial;
  • apresente toda a documentação necessária e efetue o pagamento das taxas de registro. Após a análise da documentação e o deferimento do registro, a empresa estará legalmente constituída e poderá iniciar suas atividades.

9. Faça a inscrição estadual e inscrição municipal

Após o registro na Junta Comercial, é necessário realizar a inscrição estadual e a inscrição municipal, dois procedimentos essenciais para a regularização fiscal da empresa.

A inscrição municipal é feita na prefeitura ou órgão municipal e é obrigatória para empresas prestadoras de serviço que atuam em um determinado município. Ela permite o recolhimento do ISS (Imposto sobre Prestação de Serviços).

Já a inscrição estadual é realizada no órgão estadual e é obrigatória para empresas que fazem a circulação de mercadorias. Esses negócios estão sujeitos ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Com as inscrições municipal e estadual, é possível contar com diversas vantagens, como emitir notas fiscais, participar de licitações públicas, ter acesso a benefícios fiscais, além de demonstrar sua regularidade e credibilidade para fornecedores, clientes e instituições financeiras.

10. Desenvolva o contrato social

contrato social é basicamente a certidão de nascimento da empresa. É nesse documento que estarão as principais informações do negócio, como:

  • dados pessoais dos sócios;
  • endereço da sede;
  • deveres de cada sócio com o estabelecimento;
  • ramo de atuação;
  • nome jurídico da empresa;
  • tipo de sociedade;
  • capital social;
  • regras para deliberações.

Toda empresa no Brasil precisa de um contrato social para conseguir operar e se registrar nos órgãos públicos. O documento será utilizado também para participar de licitações do Poder Público e realizar a abertura da conta bancária.

É importante destacar que, para garantir que o contrato social esteja em conformidade com a legislação vigente e atenda às necessidades do estabelecimento, é recomendável contar com a assessoria de um profissional jurídico especializado na área empresarial.

11. Faça um plano de negócio

plano de negócio é o documento responsável por descrever o planejamento para um novo negócio. É como um mapa que ajuda o empreendedor a chegar ao seu destino. Nele, constam informações como:

  • o que será vendido;
  • qual é o orçamento;
  • quanto será gasto em estrutura, maquinários e outros;
  • qual a perspectiva de lucro;
  • como será o estoque;
  • quem é o público-alvo;
  • que estratégias de marketing serão usadas;
  • como será o desenvolvimento da marca.

Além de facilitar a organização do empreendimento, o plano de negócio contribui para aspectos importantes como a previsão de ganhos. Mas a maior vantagem é a definição do rumo da empresa, já que com metas e métodos bem definidos, fica mais fácil alcançar o sucesso.

12. Escolha o nome para empresa

A escolha do nome para a empresa é um passo importante no processo de abertura do negócio. Afinal, será a identidade da marca e terá um impacto significativo na percepção dos clientes. Aqui estão algumas dicas para ajudar nesse processo:

  • relevância e significado: o nome da empresa deve ser relevante para o setor em que atua e transmitir uma ideia clara sobre o que faz;
  • simplicidade e facilidade de pronúncia: um nome simples e fácil de pronunciar facilita a memorização e a comunicação com os clientes;
  • originalidade e diferenciação: procure por um nome único e original, que não esteja sendo utilizado por outro estabelecimento no mesmo setor;
  • disponibilidade de domínio e redes sociais: verifique se o nome escolhido está disponível como domínio na internet e nas principais redes sociais.

Além disso, pense na personalidade que você deseja que sua marca transmita. Se você tem um estabelecimento alimentício, por exemplo, e quer que ele passe uma imagem moderna e inovadora, o nome deve ser divertido e criativo.

Taíne tem mais algumas recomendações para a escolha do nome de estabelecimentos desse setor. Segundo ela, é importante:

  • ter um nome único para se destacar;
  • fazer uma conexão clara com o setor alimentício;
  • transmitir a essência do negócio;
  • ser fácil de lembrar;
  • ser agradável de ouvir.

Ela ainda deixa outras dicas para empreender com sucesso:

“Se você está pensando em um local que vende comida saudável, por exemplo, um bom nome poderia ser “Verde Sabor”, que lembra uma empresa que oferece alimentos frescos e saudáveis. O mesmo acontece com nomes como “Tempero de vó”, “Grão Gourmet”, “Pão&Prosa” e assim por diante. Todos eles remetem a um ambiente, sentimento ou valor bastante específico”.

Taíne também recomenda que o nome esteja associado a valores importantes do empreendimento, como tradição, inovação e sabor. Além disso, vale a pena pensar em como o nome vai aparecer no logotipo, nas embalagens, nas peças de marketing e outros materiais visuais.

“Lembre-se de que o nome é apenas o começo da construção da marca. Ele deve ser acompanhado por uma estratégia de branding consistente e por um plano de marketing eficaz para construir uma presença forte no mercado alimentício” finaliza a especialista.

13. Cuide do registro de marca

registro de marca confere ao proprietário o direito legal de uso exclusivo da marca, evitando que outras empresas utilizem um nome ou símbolo semelhante, o que poderia gerar confusão no mercado. Além disso, você garante uma maior segurança jurídica, fortalece a imagem da empresa e agrega valor ao negócio.

Antes de iniciar o processo de registro, faça uma pesquisa de viabilidade para verificar se o nome ou logo desejado já está sendo utilizado por outra empresa. Essa análise pode ser realizada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ou por meio de serviços especializados em busca de marcas registradas.

Ficou claro como abrir empresa? Como vimos, essa não é uma tarefa tão difícil quanto parece. Mas lembre-se de que o empreendedorismo é uma jornada que exige aprendizado e inovação. Então, busque sempre aprimorar seus conhecimentos para construir um negócio de sucesso e encantar o seu público.

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Por iFood

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